GPPVD

Grupo de Pesquisa de Populações Vulneráveis e de Direito

Quem somos

Somos um grupo interdisciplinar de pesquisa, cadastrado no Diretório de Grupos de Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que realiza pesquisas e estudos voltados para populações vulneráveis da Baixada Fluminense e populações periféricas em geral, nos âmbitos da saúde, educação, renda, cultura, acesso a direitos, saneamento básico e infraestrutura local, entre outros.

Líderes do Grupo de pesquisa

Profa. Dra. Maria Geralda de Miranda

Prof. Dr. Reis Friede

Vice-líderes do Grupo de pesquisa

Profa. Dra. Patricia Maria Dusek

Profa. Dra. Paula Fernanda Chaves

Objetivos

Geral

Produzir conhecimento aplicado voltado à promoção de direitos e redução das desigualdades sociais, econômicas, educacionais e no âmbito da saúde.

Objetivo específicos

  • Realizar pesquisas jurisprudenciais com vista à formação de um banco de dados voltado para a resolução de ações relacionadas à saúde e à vulnerabilidade.
  • Analisar, por meio de levantamento de dados primários, a segurança alimentar de crianças da Baixada Fluminense.
  • Fazer levantamento das Políticas públicas em funcionamento na Prefeitura de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro.
  • Analisar, por meio de dados do SUS, as doenças que mais afetam as crianças e os idosos da Baixada Fluminense.
  • Analisar, por meio de dados do Prova Brasil, do Enem e do Pisa, os resultados dos alunos da Baixada fluminense.
  • Verificar os impactos das emergências climáticas na população da Baixada Fluminense, no que diz respeito principalmente à questão de alagamentos.

Fundamentação teórica de pesquisa

Geral

Os altos níveis de pobreza que afetam os brasileiros encontram seu principal determinante na estrutura da desigualdade social presente no país: injustiças que se evidenciam na distribuição da renda e nas escassas ou inexistentes oportunidades de inclusão econômica e social. São situações iníquas, desnecessárias e evitáveis, não sendo imputadas por agentes naturais/biológicos, tampouco por agentes tecnológicos que impeçam seu enfrentamento: na verdade são desigualdades que resultam das ações de outros agentes humanos, através das relações de poder econômico, político e sociocultural. Como argumentam Fiorati, Arcêncio e Souza (2016), as iniquidades sociais constituem-se nos principais fatores de vulnerabilidade social em que se encontram pessoas e grupos em determinados territórios das cidades brasileiras.

Scott et al (218) afirmam que o conceito de vulnerabilidade e, de modo especial, vulnerabilidade social vem ganhando espaço desde 1990 na produção científica e no discurso daqueles que trabalham com saúde ou assistência social. Segundo os autores, a definição de vulnerabilidade vem sendo discutida mais atrelada ao termo “minorias” por se entender que a população considerada vulnerável faz parte de um grupo de menor dominância social. Dessa forma, percebe-se que ser ou não vulnerável está associado à ideia de precariedade de condições de vida.

Para Carmo e Guizard (2018), a concepção de vulnerabilidade denota a multideterminação de sua gênese não estritamente condicionada à ausência ou precariedade no acesso à renda, mas atrelada também às fragilidades de vínculos afetivo-relacionais e desigualdade de acesso a bens e serviços públicos. A vulnerabilidade social é um conceito que remete à condição em que indivíduos ou grupos se encontram diante de situações de fragilidade, seja por fatores econômico, social ou político. Essa condição é frequentemente associada à falta de acesso a direitos humanos básicos, como saúde, educação e proteção social.

A perspectiva mais empregada na mensuração e tratamento da pobreza é a econômica, sendo utilizados valores monetários mínimos para caracterizar as pessoas que se encontram nessa situação. Pobres seriam aqueles que possuem um patamar de renda abaixo do limite mínimo, estabelecido como suficiente para satisfazer as necessidades consideradas básicas.

Todavia, apesar da simplificação e da utilidade do conceito, a linha de pobreza por si só é limitada, uma vez que os bens não-monetários também possuem potencial para afetar o bem-estar dos indivíduos. Por essa razão, Lopes, Macedo e Machado (2016) afirmam a necessidade de se analisar a pobreza de maneira multidimensional, demandando uma definição mais precisa das necessidades básicas.

Neste sentido, acredita-se que a abordagem deve ir além das questões relacionadas à renda, incorporando também questões subjetivas relacionadas ao sofrimento, insegurança e desamparo, além das vulnerabilidades relacionadas à falta de alimentação, habitação, educação, saúde, liberdade e autonomia. Para Amartya Sen (2010), somente o desenvolvimento é capaz de superar a ausência do que o autor denomina “liberdades substantivas”, que são a efetivação dos direitos sociais dos indivíduos. Como mostra Sen, a abordagem mais ampla deve considerar, além do acesso aos bens que satisfaçam as necessidades básicas (liberdade substantiva) também a possibilidade para os indivíduos exercerem sua cidadania e autonomia (liberdade subjetiva).

O desenvolvimento de políticas públicas que visem à inclusão social é uma resposta direta às vulnerabilidades que afetam a população. Um dos desafios contemporâneos é a articulação entre a vulnerabilidade social e a proteção jurídica. O sistema jurídico deve ser um instrumento de emancipação e não de perpetuação da desigualdade, o que requer um compromisso ético com a defesa dos direitos fundamentais.

A efetividade dos direitos sociais, econômicos e culturais é um desafio que persiste na sociedade contemporânea. A falta de acesso à educação, saúde e à moradia digna acarreta uma cicatriz profunda na trajetória de milhares de indivíduos, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão.

A pobreza urbana e suas consequências para os jovens em situação de risco social subtrai a percepção das oportunidades de desenvolvimento individual e coletivo, pois, geralmente para este grupo, a educação não é considerada como um meio de transformação da sua condição social. Gomes e Azevedo (2023) mostra que em contextos vulneráveis, o êxito com base no estudo ou trabalho é considerado exceção, e não regra, evidenciando as dificuldades em manter as comunidades com base na equidade de direitos sociais, políticos e econômicos.

Ainda segundo os autores, quando as cidades reproduzem as desigualdades sociais, elas acarretam uma série de problemas para o cotidiano dos seus cidadãos. A falta, ou ineficiência, de planejamento urbano impede a experimentação da cidade como um lugar de encontros, convívio, moradia, trabalho e lazer. Consequentemente, surgem desafios relacionados ao saneamento urbano, poluição, áreas degradadas, negligência ambiental, transporte público precário e a divisão territorial das classes sociais.

Assim, as vulnerabilidades sociais se constituem em tema urgente, e as universidades devem auxiliar os governos locais na elaboração de políticas públicas com vistas à mitigação dos problemas. É um tema urgente que demanda um compromisso coletivo e ação institucional eficaz. Nesse contexto, o papel do Direito é fundamental para garantir a proteção e promoção da dignidade da pessoa humana, conforme preceitua a Constituição Federal de 1988. A luta contra a vulnerabilidade social também deve incluir a participação ativa da sociedade civil e a promoção de uma cidadania ativa é essencial para que os direitos dos grupos vulneráveis sejam reivindicados e respeitados. Iniciativas comunitárias e organizações não governamentais desempenham um papel crucial nesse processo, servindo como mediadoras que favorecem a conscientização sobre direitos.

Referências

  • Brasil. Constituição Federal de 1998. Planalto. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso: 30 nov. 2025
  • Carmo, Michelly Eustáquia; Guizard; Francini Lube. O conceito de vulnerabilidade e seus sentidos para as políticas públicas de saúde e assistência social. Cad. Saúde Pública 34 (3) 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311X00101417. Acesso: 30 nov. 2025.
  • Fiorati, Regina Celia et al. As iniquidades sociais e o acesso à saúde: desafios para a sociedade, desafios para a enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem 24 – 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1518-8345.0945.2687. Acesso: 30 nov. 2025.
  • Gomes & Azevedo. A educação em um contexto de vulnerabilidade social: contribuições teóricas a partir de diálogos com a juventude favelada da Maré-RJ. Revista Sociedade e Estado – Volume 39, Número 1 de 2024, e47145. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20243901e47145. Acesso: 30 nov. 2025.
  • Lopes, Helger Marra; Macedo, Paulo Brígido Rocha; Machado, Ana Flávia Machado. Análise de pobreza com indicadores multidimensionais uma aplicação para o Brasil e Minas Gerais. R. Econ. contemp., Rio de Janeiro, 9(1): 125-152, jan./abr. 2005. Disponível em: https://www.anpec.org.br/encontro/2014/submissao/files_I/i10-20c7fd6a78f5834efce2b74bbef9eb5d.pdf. Acesso: 30 nov. 2025.
  • Nascimento, Matheus Fernandes; Guimarães, Alexandre Queiroz Guimarães. Políticas Públicas de enfrentamento à pobreza: análise das intervenções em Minas Gerais na última década. VIII Encontro Brasileiro de Administração Pública, Brasília/DF, 3 a 5 de novembro de 2021.Sociedade Brasileira de Administração Pública (SBAP)Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP)Brasil. Disponível em: https://sbap.org.br/. Acesso: 30 nov. 2025.
  • Scott, Juliano Beck et al. O conceito de vulnerabilidade social no âmbito da psicologia no Brasil: uma revisão sistemática da literatura. Psicol. rev. (Belo Horizonte) vol.24 no.2 Belo Horizonte maio/ago. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2018v24n2p600-615. Acesso: 30 nov. 2025
  • Sen, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
  • Lopes, Helger Marra; Macedo, Paulo Brígido Rocha; Machado, Ana Flávia Machado. Análise de pobreza com indicadores multidimensionais uma aplicação para o Brasil e Minas Gerais. R. Econ. contemp., Rio de Janeiro, 9(1): 125-152, jan./abr. 2005. Disponível em: https://www.anpec.org.br/encontro/2014/submissao/files_I/i10-20c7fd6a78f5834efce2b74bbef9eb5d.pdf. Acesso: 30 nov. 2025.

Área de concentração e linhas de pesquisa

Área de concentração

Vulnerabilidades sociais e Direito

Linhas de pesquisa na UNIG em que o Grupo atua (máximo de quatro).

Políticas Públicas e Direitos de Populações Vulneráveis
Esta linha de pesquisa tem como objetivo analisar criticamente as políticas públicas destinadas à promoção e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade social, econômica, de gênero, étnico-racial, territorial e ambiental. Parte do pressuposto de que a vulnerabilidade é um fenômeno multifatorial, resultante de processos históricos de exclusão e desigualdade estrutural, que demandam abordagens interdisciplinar.

Pesquisadores

Justiça, e Inclusão Social de Pessoas Vulneráveis.
Esta linha de pesquisa investiga os processos e mecanismos de promoção da justiça social e da inclusão cidadã em contextos marcados por desigualdades estruturais. Seu propósito é compreender, de modo interdisciplinar, como os sistemas jurídico, tecnológico, educacional e cultural podem interagir para ampliar o acesso à justiça, aos direitos e às oportunidades de desenvolvimento humano.
A linha articula dimensões teóricas e práticas relacionadas à inovação social, aos direitos humanos, às tecnologias assistivas, à memória histórica e à diversidade cultural. O foco reside na análise das políticas e práticas de inclusão, nas tecnologias emergentes voltadas à acessibilidade e na construção de ambientes sociais mais justos e equitativos.

Populações Vulneráveis e Mudanças Climáticas
Esta linha de pesquisa aborda as interfaces entre vulnerabilidade social e crise ambiental, com ênfase nos impactos das mudanças climáticas sobre comunidades em situação de risco socioambiental. Considera-se que a questão climática ultrapassa o campo ambiental, configurando-se também como um problema de justiça social, saúde pública e direitos humanos.

A perspectiva interdisciplinar articula contribuições das ciências humanas, sociais, da saúde e ambientais, voltando-se para a análise das condições de adaptação e mitigação das externalidades da atividade econômica sobre as populações mais afetadas pelos eventos climáticos extremos. A linha também investiga os processos educativos, psicossociais e políticos que fortalecem a resiliência comunitária e a sustentabilidade local.

Pesquisadores por linha de pesquisa

Roy Reis Friede

 

Doutor em Direito Público (UFRJ), Mestre em Direito do Estado (UGF) e em Direito Público (UFRJ). É Desembargador Federal, ex-Presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ex-Membro Efetivo do Conselho da Justiça Federal (CJF), ex-Membro do Ministério Público; Professor Titular e Membro do Conselho Consultivo do Mestrado Profissional Multidisciplinar em Desenvolvimento Local e ex-Coordenador para a Implantação do Programa de Mestrado em Direito da UNISUAM; Professor Emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), Professor Honoris Causa da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR), Professor de Direito Constitucional da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), Professor Adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e fundador do Mestrado em Direito da UNESA/RJ. Graduado em Ciências Jurídicas, concluiu, também, os bacharelados em Administração (UCAM), Engenharia (UERJ/USU), Arquitetura (USU) e Economia (UFRJ), além de Licenciatura em Matemática (AVM/UCAM). É Desembargador Federal do TRF2. Possui 62 livros e 430 artigos publicados, além de 26 condecorações civis e militares. Suas pesquisas têm como foco principal: Direitos Humanos, meio ambiente, governança, direito e justiça.

Maria Geralda de Miranda



Pós-doutora em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, em Estudos de Literaturas Africanas pela UFRJ, em Narrativas Visuais pela Universidade Clássica de Lisboa. Doutora em Estudos culturais. Mestre em Literatura Comparada. Especialista em Literatura Portuguesa pela UERJ Graduada em Comunicaçãcial pela FACHA, em Ciências Econômicas pela Universidade Cândido Mendes e em Letras Clássicas e Vernáculas pela FEUC. Possui Curso de Aperfeiçoamento em Gestão e Empreendedorismo pelo Babson Entrepreneurship Program, no Babson College, EUA. Curso de Aperfeiçoamento em Study Abroad Program On Environmental Sustainability, pela UIW European Study Center. Foi Coordenadora do Projeto “Implicações do Ambiente no processo de Ensino-Aprendizagem: Estudos sobre escolas Públicas do Complexo do Alemão, na Cidade do Rio de Janeiro, apoiado pelo OBEDUC/CAPES, no período de 2013 a 2017. Foi coordenadora do programa de Pós-Graduação Desenvolvimento Local da UNISUAM-RJ, onde atualmente é professora titular e pesquisadora. É coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Periferias da Universidade Santa Úrsula e Professora Titular e pesquisadora da Universidade Iguaçu. Desenvolve estudos no âmbito de políticas públicas e da economia do desenvolvimento, voltadas para o desenvolvimento sustentável, o empreendedorismo, a educação e a cultura em áreas periféricas.

Vinicius Marques da Silva Ferreira


Pós-doutorando em Inteligência Artificial aplicada a Comunicação Celular, Doutorado em Ciências da Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, Doutorado em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia aplicando Lógica Fuzzy e Inteligência Artificial em análise de Sentimentos e Emoções textuais em Redes Sociais, Mestre em Ciências da Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, Especialização lato sensu do curso Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância / UFF . Possui Especialização em Gestão Tecnológica em Ambientes Educacionais pelo IST-Rio, Especialização em Orientação e Supervisão Escolar pela UNICID e Especialização em Desenvolvimento de Sistemas com JAVA e PHP pelo Instituto Brasileiro de Formação em Joinville-SC. Possui Licenciatura em Informática pela Universidade Candido Mendes. Graduado em Análise de Sistemas, desenvolvedor colaborador Moodle.org, Pesquisador do LAMAE/NCE/UFRJ, Pesquisador do LabFuzzy/PEP/COPPE/UFRJ, Pesquisador do Laboratório de Estudos Políticos de Defesa e Segurança Pública – IESP/UERJ, Pesquisador do Laboratório de Inclusão, Mediação Simbólica, Desenvolvimento e Aprendizagem – LIMDA da Faculdade de Educação da UFRJ e colaborador do IME/RJ. Trabalhou no Departamento de Educação e Cultura do Exército onde exerceu, por 3 anos, na área de Assessoria de Tecnologia da Informação desenvolvendo, manutenção preventivamente e corretivamente de software, aspectos da qualidade de software para as diversas instituições de ensino subordinadas e vinculadas ao Departamento; posteriormente, foi um dos responsáveis no desenvolvimento do software denominado Sistema de Gestão de Talentos na área de Educação e Cultura do Exército. Passou a integrar ao quadro de colaboradores da Coordenação de Tecnologia da Informação e Comunicação da Escola Superior de Guerra – RJ, responsável pelo desenvolvimento de softwares, atualmente, é Pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos Marechal Cordeiro de Farias da ESG.

Ludmilla Furtado Da Silva


Possui graduação em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá (2006), mestrado em Psicologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2016) e doutorado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2022). Pós Doutora em Ciências Sociais na UFRRJ, pesquisadora no âmbito jurídico. Atualmente é responsável técnica pelo SPA do ABEU Centro Universitário e pelo SPA do Centro Universitário Geraldo Di Biase. Coordenadora e professora do curso de psicologia no ABEU Centro Universitário e professora no Centro Universitário Geral di Biase. Psicóloga Clínica – Consultório Particular. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social, atuando em Políticas Públicas. É pesquisadora em psicologia social, família, parentalidade, configurações familiares, saúde mental, adoção e Interseccionalidade. Na psicologia Clínica desenvolve pesquisa com família e casais em abordagem Sistêmica. É revisora de periódicos nacionais. Associada da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO). Editora da Revista UNIABEU.

Paulo Henrique de Moura


Fisioterapeuta, com doutorado e mestrado em Cardiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor da Universidade Iguaçu (UNIG) do curso de Fisioterapia e da pós-graduação em Terapia Intensiva, professor convidado do Mestrado em Vigilância em Saúde da UNIG. Coordenador do Grupo de Pesquisa em Saúde e Ambiente (GPqSA) para Iniciação Científica da UNIG. Membro do Laboratório de Estudos em Poluição do Ar (LEPA-UFRJ). Pós-graduando em Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento de Dados Espaciais. Desenvolve pesquisas na área de saúde, interações climáticas e socioambientais, com ênfase em populações vulneráveis, possuindo 30 publicações relevantes na área.

Patricia Maria Dusek


Pós-doutora em Direito Constitucional pela Universidade de Pisa. Doutora em Direito pela Universidade Veiga de Almeida (2014)/Gama Filho. Mestre em Direito pela Universidade Cândido Mendes, onde também obteve o título de graduação na mesma área. Especialista em Direito pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Parecerista ad hoc de Revistas Científicas. Articulista, palestrante e conferencista bilíngue em eventos nacionais e internacionais. Professora de cursos de graduação em Administração e Direito. Pesquisadora no Programa de Pós-graduação stricto sensu em Desenvolvimento Local (PPGDL) do Centro Universitário Augusto Motta – UNISUAM, com pesquisas na temática das minorias, meio ambiente e novas tecnologias, onde também leciona as disciplinas Governança Corporativa Ambiental, Desigualdades Socioespaciais, Empreendedorismo e Plano de Negócios, dentre outras.

Eduardo Winter


Possui graduação em Química Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2001), mestrado e doutorado em Química Analítica pela Universidade Estadual de Campinas (2003 e 2007). Atua na área de pesquisa relacionada com a Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento, com foco em Prospecção tecnológica, Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação, relação Universidade Empresa e desenvolvimento local. Atualmente é coordenador de avaliação da área interdisciplinar da CAPES e professor permanente do Mestrado e Doutorado Profissionais em Propriedade Intelectual e Inovação / INPI e Mestrado e Doutorado Profissionais em Desenvolvimento Local / UNISUAM.

Katia Luciene O. Silva Santana

É doutora e mestra em História pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Graduada em História e especialista em Educação pelo Centro Universitário Uniabeu. Atua na área de Pesquisa da História Sociopolítica do Brasil Império, nos temas: Rio de Janeiro, criminalidade, Justiça, Regência, política, legislação. Integrou o grupo de pesquisa do Laboratório Multidisciplinar de Estudo de Memória e Identidade (LABMEMI/Uniabeu), financiado pela FAPERJ. Foi bolsista da CAPES no Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), e professora do curso de Licenciatura em História na FEUC. Atualmente, é editora-chefe da Revista Uniabeu, professora dos cursos de graduação presencial e tutora das disciplinas ofertadas na modalidade EAD (UNIABEU). A tese de doutorado foi premiada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – Prêmio Memória do Poder Judiciário 2025.

Ricardo Marciano dos Santos

Doutorado em História das Ciências, Lógicas e Teorias da Mente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2020). Pós-Doutorado em andamento pela FIOCRUZ – (Ensino de ciências e saúde. Aprendizado de Máquina) (2025). Mestrado em informática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008). Possui graduação em Pedagogia (2003) e Análise de Sistemas (1996 e 2018). Atualmente é professor do programa de Mestrado em Vigilância em Saúde da UNIG – Universidade Iguaçu. Pesquisador do projeto ADT1-FAPERJ – Sistema de Gestão Acadêmica da rede FAETEC: Infraestrutura para implementação. Projeto de Pesquisa FAPERJ – Programa HUB RJ STARTUP 2025 – Apoio à Difusão de Ambiente de Inovação em Tecnologia no Rio de Janeiro 2025. Professor Representante Institucional da Sociedade Brasileira de Computação. Coordenador da Comissão Própria de Avaliação da Universidade UNIG (2017 atualmente). Coordenador da Comissão Própria de Avaliação da Faeterj-Rio (FAETEC) (2020 atualmente).

Keila do Carmo Neves

Enfermeira graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)/ Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN) em 2012. Doutora em Enfermagem pela EEAN/UFRJ (2019). Mestre em Enfermagem pela EEAN (2014). Especialista em Enfermagem em Nefrologia (2014). Especialista em UTI Neonatal e Pediátrica (2020). Especialista em Estética e Cosmetologia (2023). Especialista em Neurociência, Comunicação e desenvolvimento pessoal (2024). Membro do grupo de pesquisa intitulado “Representações e práticas do cuidado em saúde e de enfermagem”, onde atua na linha de pesquisa: O cuidado como objeto de conhecimento e da prática da enfermagem do Núcleo de Pesquisa de Fundamentos do cuidado de Enfermagem – NUCLEARTE do Departamento de Enfermagem Fundamental da EEAN. E membro do grupo CEHCAC (Comunicação em Enfermagem Hospitalar Clientes de Alta Complexidade), que se insere na área de domínio do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola Enfermagem Anna Nery. Professora Assistente na Universidade Iguaçu (UNIG) e Associação Brasileira de Ensino Universitário ABEU (UNIABEU). Coordenadora do curso de pós-graduação em Neonatologia e Pediatria na UNIG. Professora orientadora no Projeto de Iniciação Científica da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da UNIG (PIC – FaCBS/UNIG). Enfermeira -RT- Coordenadora de Atenção Básica do Município de Queimados-RJ. Profissional com alto potencial de comunicação, dinâmica, em constante busca por aprimoramento de suas competências e aquisição de conhecimentos dentro da área de atuação e em áreas que complementares. Comprometida com o processo de ensino-aprendizagem, a partir do embasamento científico e com grande capacidade para absorver e desenvolver as técnicas assistências e educacionais com o objetivo de promover, preservar e restabelecer a saúde.

Rodrigo de Azeredo Siqueira

Médico endocrinologista, mestre em Farmacologia e doutor em Endocrinologia pela UFRJ, especialista em diabetes e tecnologias aplicadas ao manejo glicêmico. Professor universitário, pesquisador e palestrante nacional e internacional, atua em temas como sensores contínuos de glicose, bombas de insulina, inteligência artificial em saúde e inovação no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2. Participa de conselhos consultivos de indústrias farmacêuticas e de dispositivos médicos e desenvolve cursos, mentorias e projetos digitais voltados para educação médica e cuidado em diabetes.

Carlos Alberto Figueiredo da Silva

Atua em áreas do conhecimento que se interseccionam com Estudos do Desenvolvimento, Sociologia, Gestão e Ciências da Atividade Física. Realizou estágio de pós-doutoramento na Universidade do Porto, em Portugal. Possui formação multidisciplinar, com graduação em Direito (UFF) e em Educação Física (UGF), mestrado e doutorado em Educação Física (ênfase em Educação Física e Cultura). A sua investigação tem alcance internacional, com citações em mídias de relevo (e.g., Le Monde, Le Figaro) e na literatura especializada. Sua produção acadêmica aproxima o esporte e a inclusão social

Monica Macedo Bastos (Colaboradora)

Possui graduação em Engenharia Química pelo Instituto de Química da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (1997), mestrado em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e doutorado em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Fez estágio de pós-doutorado na Universidade de Aveiro, Portugal. É orientadora de mestrado e doutorado dos quadros dos cursos de Pós-Graduação do Programa Translacional de Fármacos e Medicamentos-Farmanguinhos-FIOCRUZ e do Programa de Farmacologia e Química Medicinal do Instituto de Ciências Biomédicas- ICB-UFRJ. Foi vice coordenadora do Programa de Pós-Graduação Translacional de Fármacos e Medicamentos-Farmanguinhos-FIOCRUZ entre os anos de 2018 e 2023. Atualmente, é Tecnologista sênior em saúde da Fundação Oswaldo Cruz, coordenando projetos de P&D em síntese de fármacos antirretrovirais e antileucêmicos, visando a produção pública de medicamentos. Algumas sínteses totais de importantes antirretrovirais e antineoplásicos para a saúde pública têm sido desenvolvidas em seu laboratório, com as tecnologias transferidas para a indústria farmoquímica nacional. Além disso, várias substâncias inéditas para AIDS e câncer têm sido produzidas, gerando potentes antirretrovirais e antileucêmicos, que estão descritos em seus artigos e patentes. Recentemente, tem coordenado alguns projetos que visam desenvolver substâncias capazes de tratar a coinfecção HIV-TB. Em todos estes anos na FIOCRUZ, tem se dedicado ao estudo de antirretrovirais e antileucêmicos que possam melhorar a adesão e o acesso do paciente ao tratamento, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Wanderson Ribeiro

Graduado em Enfermagem pela UNIABEU (2012); Mestre (2019), Doutor (2024) e Pós-doutorando (2025) pelo Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde pela Escola de Enfermagem Aurora Afonso da Costa pela Universidade Federal Fluminense (PACCS/EEAAC/UFF); Atua como Professor do curso de Mestrado Acadêmico em Vigilância em Saúde da Universidade Iguaçu (UNIG); Professor do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG) e nos cursos de pós-graduações de Enfermagem em Emergência e Terapia Intensiva; Enfermagem Obstétrica e Enfermagem em Neonatologia e Pediatria; Fisioterapia Intensiva da UNIG; Professor convidado nos cursos de pós-graduações Enfermagem em Estomaterapia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Inlaser; Terapia Intensiva da Faculdade Bezerra de Araújo (FABA); Pesquisador do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Inovação em Saúde (GIPETIS-UFF) e no Grupo de Pesquisa em Saúde e Envelhecimento da Universidade Iguaçu (GPqSE-UNIG); Professor orientador no Projeto de Iniciação Científica da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da UNIG (PIC – FaCBS/UNIG). Profissional dinâmico com determinação, sempre buscando adquirir e aprimorar os conhecimentos dentro da área de trabalho e no processo de ensino-aprendizagem, através do embasamento científico e com grande capacidade para absorver e desenvolver as técnicas assistências e educacionais com o objetivo de promover, preservar e restabelecer a saúde.

Andrea Bittencourt de Santana Teixeira

Graduada em Nutrição – UNIRIO (2003), Especialista em Ciência de Alimentos – UFF (2006) e Mestre em Ciência de Alimentos – UFRJ (2008). Licenciatura em Ciências Biológicas – UFRJ (2022) e Doutora em Alimentos e Nutrição – UNIRIO. Atualmente atua como Coordenadora, do Curso de Graduação em Nutrição da Universidade Iguaçu – UNIG, Coordenadora do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Iguaçu – UNIG, professora e como Consultora na área de Controle de Qualidade e Gastronomia. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Microbiologia de Alimentos e Controle de Qualidade.

Joice Aparecida Rezende Vilela

Médica Veterinária, Professora e Pesquisadora com Mestrado e Doutorado em Ciências Veterinárias pela UFRRJ, atua nas áreas de Saúde Pública, Epidemiologia, Vigilância em Saúde e Saúde Única. Possui experiência em gestão pública, vigilância em saúde, extensão rural e políticas públicas de saúde. Integra a Comissão de Segurança Alimentar da ALERJ, é docente dos cursos de Medicina e Medicina Veterinária da UNIG, preceptora em Saúde Coletiva e presidente da Liga Acadêmica de Saúde Única. Pesquisadora Sênior do NUTECA – AUDEN-MFA São Paulo, professora convidada da UCES (Argentina) e pós-doutoranda na área de Direito e Políticas Públicas pela mesma instituição. Desenvolve pesquisas nas áreas de zoonoses, doenças negligenciadas, epidemiologia aplicada e interações humano-animal-ambiente, com foco em populações vulneráveis.

Paula Fernanda Chaves Soares

Engenheira Agrônoma com mestrado, doutorado (sanduíche UofGuelph – CA) e Pós-Doutorado em Agronomia (UFRRJ) e Especialização em Engenharia Ambiental (UNIG). É professora e pesquisadora pela Universidade Iguaçu nos cursos de Engenharia Civil e Medicina Veterinária, e no Mestrado em Vigilância em Saúde. Integra o Grupo de Pesquisa Engenharia e Sociedade, desenvolvendo estudos interdisciplinares em políticas públicas voltadas para o desenvolvimento territorial sustentável, educação ambiental e indicadores de impactos socioambientais, com de projetos de pesquisa focados em populações vulneráveis, relacionados a territórios afetados por problemas ambientais, sociais e de saúde pública. Atuou como Assessor Técnico de Ambiente, na Prefeitura de Nova Iguaçu e na diretoria de Agricultura da Fundação de Desenvolvimento Social de Belford Roxo contribuindo para o desenvolvimento de soluções sustentáveis alinhadas às demandas da sociedade. Participou do Comitê de Bacia Hidrográfica da Bahia da Guanabara e do Conselho Municipal de Políticas Urbanas (NI) auxiliando na formação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável.

Katia Eliane Santos Avelar

Possui graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1993), Mestrado em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (1996) e Doutorado em Ciências Biológicas (Microbiologia) também pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002). É coordenadora do Laboratório de Referência Nacional para Leptospirose do Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Professora Titular e Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado Profissional) em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM). Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Periferias da Universidade Santa Úrsula (USU). Tem experiência em Ciências da Saúde, atuando em projetos interdisciplinares ligados à epidemiologia, diagnóstico, prevenção e controle da Leptospirose. Atua, também, na área Interdisciplinar, com interesse em estudos voltados para a saúde pública, educação em saúde, educação ambiental, empreendedorismo social, inovação social e desenvolvimento sustentável. É avaliadora Ad-Hoc da CAPES, CNPq, FAPESB, FACEPE e SEBRAE. É bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq. Cientista do Nosso Estado da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), edição 2024

Luciana Ferreira Mattos Colli (Colaboradora)

Farmacêutica Industrial, Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Mestrado em Ciências e Tecnologia Farmacêutica pela mesma instituição. Possui sólida formação complementar com especializações em Manipulação Magistral, Farmácia Clínica, Homeopatia (IHB) e Habilitação em Farmácia Industrial (UFRJ), além de MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atua na coordenação da Farmácia Escola Magistral da UFRRJ, ambiente voltado à formação prática, pesquisa aplicada e inovação em farmacotécnica. Atuação em Parceria de Desenvolvimento Produtivo – PDP com medicamento do componente básico e medicamento especializado, apoiando tecnicamente nas fases da PDP junto ao Ministério da Saúde – MS, regularização de área de fabricação de cosméticos. Possui sólida experiência em Garantia da Qualidade, farmacotécnica, farmacovigilância e saúde pública com atuação nos seguintes temas: manipulação magistral, análise de sentimento, análise custo-benefício, aprendizado de máquina, sólidos orais, procedimentos, garantia da qualidade, boas práticas, legislação farmacêutica, gestão de empresas na área de saúde e produtos para saúde.

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